domingo, 16 de junho de 2019

17 de maio às 12:39  

Imagine que você acorda de madrugada com sua filha de 5 anos de idade, sonâmbula, dizendo algo assim:

"Pereira! Para, Pereira! Não é assim! Poxa, Pereira..."

Luisa estava sonhando com alguém, e chamava essa pessoa pelo sobrenome. Estaria ela sonhando com algum policial militar ou alguém das forças armadas?

Muitos de vocês já devem ter logo formado a imagem de que esse Pereira seria um homem, adulto. Mas não. Pereira é somente um sobrenome fictício que criei, para não expor o verdadeiro nome da pessoa em questão.

E essa pessoa é uma amiguinha dela da escola. Como as duas têm o mesmo nome, na escola se chamam somente pelo sobrenome, e são também chamadas assim por todas as outras crianças e membros da comunidade escolar.

Então a minha Luisa é conhecida somente como Facioli. E a outra Luisa também é conhecida somente pelo sobrenome. Fica um pouco um clima de quartel, mas é bem divertido. As crianças se divertem com esse tom um pouco mais solene e adulto com que são tratadas.

Acho muito bonitinho uma criança de 5 anos de idade assumir um pouco, nesses jogos sociais, em seu ambiente escolar, a identidade de toda a sua família e ancestrais.
19 de junho de 2018 

Luisa, no intervalo dos desenhos do canal educativo:

- Mãe, mãe! – apareceu correndo e gritando.

- O que é, minha filha? - perguntou a mãe, para saber o motivo de tanto desespero.

- Mãe, voce não vai adguitá! Eu vi, mãe, eu vi! Um bicho que dá doença!

- Um bicho que dá doença, meu amor? Que bicho é esse?

- Ué, aquele bichinho que bota ovinho na água, e que dá doença.

- Ah, o mosquito da Dengue...

- Mãe, tenho que te contar uma coisa... Lá na escola, quando eu faço xixi, eu não enxugo a perereca. Fica água. Mãe, dá uma olhada pra vê se tem Dengue aqui...


19 de janeiro de 2017 

No voo Luisa veio brincando com massinha de modelar. Primeiro pediu, para a mãe, para fazer o bonequinho dela mesma (da Luisa), depois veio: a mamãe, o Tatú (o primo Arthur), tia Tatá (mãe de Arthur) e o tio Diego.

- E o papai, filha? Vamos fazer o bonequinho do papai?

- Mamãe, eu quero fazer um vaso!

- Um vaso?

- Sim, e com um cocô dentro!

Isso, Adriano, fica aí feito besta olhando pela janela. A retaliação vem a jato, em velocidade de cruzeiro.
11 de junho de 2018 

Luisa gosta quando lhe conto histórias de alienígenas e agora há pouco, não teve jeito, acabamos de assistir juntos ao filme ET. Em uma das cenas mais emocionantes:

- Tô com muita vontade de chorar, mamãe, mas não tô conseguindo. A chorada tá presa aqui dentro...