domingo, 16 de junho de 2019

17 de maio às 12:39  

Imagine que você acorda de madrugada com sua filha de 5 anos de idade, sonâmbula, dizendo algo assim:

"Pereira! Para, Pereira! Não é assim! Poxa, Pereira..."

Luisa estava sonhando com alguém, e chamava essa pessoa pelo sobrenome. Estaria ela sonhando com algum policial militar ou alguém das forças armadas?

Muitos de vocês já devem ter logo formado a imagem de que esse Pereira seria um homem, adulto. Mas não. Pereira é somente um sobrenome fictício que criei, para não expor o verdadeiro nome da pessoa em questão.

E essa pessoa é uma amiguinha dela da escola. Como as duas têm o mesmo nome, na escola se chamam somente pelo sobrenome, e são também chamadas assim por todas as outras crianças e membros da comunidade escolar.

Então a minha Luisa é conhecida somente como Facioli. E a outra Luisa também é conhecida somente pelo sobrenome. Fica um pouco um clima de quartel, mas é bem divertido. As crianças se divertem com esse tom um pouco mais solene e adulto com que são tratadas.

Acho muito bonitinho uma criança de 5 anos de idade assumir um pouco, nesses jogos sociais, em seu ambiente escolar, a identidade de toda a sua família e ancestrais.

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