domingo, 16 de junho de 2019

14 de novembro de 2014 

Há poucos dias estávamos eu e minha filha sentados num banco de madeira, desses grandões, com encosto, parecido com aqueles de praça. Ela estava em pé, se segurando no encosto. Eu deixei meus braços em volta dela, protegendo-a. Ela queria tocar, morder e explorar absolutamente tudo, sem qualquer cuidado.

- Cuidado, filha, vá devagar. O banco é duro, pode machucar.

Essa situação se transformou instantaneamente em uma metáfora para a vida e, com um tom já um pouco triste, emendei:

- Cuidado, filha, vá devagar... Pega leve, pega firme e não confia demais, porque a vida é dura, muito dura.

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