domingo, 16 de junho de 2019

8 de abril de 2018 

Ontem fui ao aeroporto pegar um familiar que acabara de chegar à Brasília. O trânsito estava um pouco conturbado e eu me dividia, nessa situação, em dirigir, dar atenção ao familiar, lhe mostrando e lhe falando de cada canto da cidade, e dar atenção também à minha filha, de 4 anos, a qual, claro, queria constantemente participar da conversa. Quando de repente passamos em frente ao Setor Policial e, do outro lado da pista, o cemitério:

- Papai, o que é cemitério? O que é isso?
Estou até agora tentando encontrar a melhor forma de conversar com ela sobre isso, com as devidas correções e revisões em minha primeira e precipitada explicação de ontem porque, antes de dormir, ela mencionou que jamais iria para o cemitério, e que estava com medo de dormir. Ela já sabe que bichinhos e pessoas morrem, e imagina que vão todos para o céu. Percebe que os corpos dos bichinhos mortos ficam inertes, mas ainda não generalizou esse conceito para o corpo humano. Viche... e neste exato momento ela está cantando aqui na janela, para a vizinhança inteira ouvir:

- Toda a família vai morrer... E a gente vai morrer sim... Oh, yeis... oh, yeis...

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