domingo, 16 de junho de 2019

14 de fevereiro de 2016 

Não posso deixar de registrar alguns momentos divertidos que já tive com Luisa, minha filha, nesse ano de 2016.

No início de janeiro, e já há alguns meses, ela estava naquela fase dos "nãos". Respondia "não" pra tudo, com uma pronúncia bem anasalada, a qual tornava a expressão similar a um miado. Podíamos perguntar qualquer coisa pra ela que a resposta era sempre a mesma: "Luisa, você quer comer, tomar banho, ir passear, comer chocolate, tomar sorvete...?" e o gatinho não hesitava: "Naumm...! Naumm...! Naumm..!".

Um dia, logo de manhã, com ela mais calminha, em meus braços, abraçada comigo, em um momento de dengo, de carinho, estávamos olhando um para o outro, vivendo nosso chamego, nosso amor, e com voz bastante serena eu lhe disse:

- Papai ama muito você filhinha, muito... Você ama o papai?

Era muito mais provável que ela me dissesse não, como sempre fazia, para tudo nessa vida. Ela contudo continuou olhando fixamente pra mim, com ar contemplativo, e somente balançou a cabecinha em sinal de sim...

No dia seguinte toda a cena se repetiu, e novamente fiz a mesma pergunta. Não exitou, me respondendo com um belo e sonoro "Naum", saindo correndo e dando gargalhadas.

Dias depois ela brincava, sozinha. Nessa brincadeira, com alguns bonequinhos, somente três palavras existiam e se repetiam incessantemente: "Papai, mamãe, totói!". Nada mais fundamental do que isso: seus dois amores, os dois pilares afetivos da sua existência (papai e mamãe) e dodói, a dureza da vida. O amor para combater as durezas dessa vida...

E há poucos dias ela estava brincando com com dois de seus três novos bonequinhos, dois dinossauros. O Tiranossauro Rex era o papai e o outro, herbívoro, com expressão mais calma, mais tranquila, era a mamãe...

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