14 de fevereiro de 2016
Não posso deixar de registrar alguns momentos divertidos que já tive com Luisa, minha filha, nesse ano de 2016.
No início de janeiro, e já há alguns meses, ela estava naquela fase dos "nãos". Respondia "não" pra tudo, com uma pronúncia bem anasalada, a qual tornava a expressão similar a um miado. Podíamos perguntar qualquer coisa pra ela que a resposta era sempre a mesma: "Luisa, você quer comer, tomar banho, ir passear, comer chocolate, tomar sorvete...?" e o gatinho não hesitava: "Naumm...! Naumm...! Naumm..!".
Um dia, logo de manhã, com ela mais calminha, em meus braços, abraçada comigo, em um momento de dengo, de carinho, estávamos olhando um para o outro, vivendo nosso chamego, nosso amor, e com voz bastante serena eu lhe disse:
- Papai ama muito você filhinha, muito... Você ama o papai?
Era muito mais provável que ela me dissesse não, como sempre fazia, para tudo nessa vida. Ela contudo continuou olhando fixamente pra mim, com ar contemplativo, e somente balançou a cabecinha em sinal de sim...
No dia seguinte toda a cena se repetiu, e novamente fiz a mesma pergunta. Não exitou, me respondendo com um belo e sonoro "Naum", saindo correndo e dando gargalhadas.
Dias depois ela brincava, sozinha. Nessa brincadeira, com alguns bonequinhos, somente três palavras existiam e se repetiam incessantemente: "Papai, mamãe, totói!". Nada mais fundamental do que isso: seus dois amores, os dois pilares afetivos da sua existência (papai e mamãe) e dodói, a dureza da vida. O amor para combater as durezas dessa vida...
E há poucos dias ela estava brincando com com dois de seus três novos bonequinhos, dois dinossauros. O Tiranossauro Rex era o papai e o outro, herbívoro, com expressão mais calma, mais tranquila, era a mamãe...
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