Aula de hoje: história da vida privada dos monarcas e ética da reciprocidade.
Luisa chorava, se sentindo pressionada, porque a mãe lhe disse que estava na hora de tomar banho sozinha e outras coisinhas mais.
- Filha, você quer viver pra sempre como um reizinho?
- Como assim, papai?
- Reizinhos é que não fazem nada sozinhos. Até para limpar o bumbum tem alguém que vai lá e limpa o bumbum do cara.
Como estávamos no banheiro, sentei no vaso, imitei um reizinho fazendo cocô e chamando um servo para limpá-lo, o servo chegando e fazendo serviço.
O choro se transformou em risadas, com o rostinho cheio de lágrimas.
- E daqui a pouco eu vou fazer cocô, viu, filha. Espera aqui no banheiro. Não sai, não, que eu quero que você limpe meu bumbum.
- Ai, credo, papai...
- Uai, a gente não limpa seu bumbum todos os dias. Você também vai ter de limpar o nosso. Que tal?
Ficou bem esperta. Está um pouco alegremente horrorizada, porque sempre ri, bastante, quando menciono a possibilidade de reciprocidade. Hoje pela primeira vez aceitou, com bom humor, com tranquilidade, que daqui pra frente tomará banho sozinha.
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